Alguns bem sabem que ainda jovem, mudei de cidade, sair do interior e fui para a capital, Brasília. Confesso que quando cheguei, me sentia ainda caipira sem conhecer muita coisa. E aqui, é O lugar para o conhecimento, para a diversidade, a terra onde tudo é eclético, onde todos se reunem. É belo, o planalto central. Aqui conheci a real tecnologia, aqui entendi e pude compreender o real valor, monetário e sentimental de coisas e ações.
Algo que descobri aqui, são as religiões, tem todas, diversas, respeitadas, os ateus… Algo que me fez bem aqui, a LBV, a Legião da Boa Vontade, não sei discernir, não tenho conhecimento para afirmar se é uma seita, uma religião, não sei. Mas tem um templo bem interessante, com arquitetura peculiar, símbolos, cheguei aqui sem saber o que era mantra…. Sem saber o que era trance… descobri o "Om", descobri o que são mandalas, filtros dos sonhos, origamas, Brasília, foi um conhecimento sem fim.
E nesses quatro anos em que aqui vive, estive cercada por pessoas ESPETACULARES, que sem elas eu não teria sobrevivido, suportado. Mas sempre sentia falta de algo, sentia falta de uma companhia, de uma lealdade.
Desde novinha fui criada entre cães, cachorros… Sempre os tive comigo.. E não conhecia quase nada de raças, foi quando aqui cheguei, pude conhecer uma infinidade de raças, e as vezes os preços abusivos que elas possuem. E no último ano, pouquinhos meses antes de eu ir embora, meu primo, com o qual não tenho muito contato comprou um filhete, Fox Paulistinha, eu não conhecia a raça, fato. Pouco tempo depois ele não suportou a bagunça e os espanos do cachorro, o GALEANO, dito isso, meu primo desconsiderou a pequena fortuna paga pelo filhote e apenas quis se livrar dele, e meu irmão, o aceitou. Quando conheci o cachorro, bom, "que vira-lata" foi o que pensei, mas encantei com o amor, com a entrega, com o carinho do animalzinho.
Logo começaram os problemas, aprender a fazer as necessidades for a do apartamento foi uma loucura e levou alguns meses, era terrível, não bastasse isso, tudo ele ruia, destruiu um sofá inteiro, destruia meias, tudo o que via pela frente, o cachorro é frenético a energia, a vida não tem fim. Galeano além disso solta pêlos demais, não entendo como não fica 'careca'. Bom dado os fatos, em dezembro de 2010, retornarva a Imperatriz, como havia muitas coisas para levar e etc, decidimos ir de carro próprio (isso é uma história digna de post), e o Galeano mudou-se.
Hoje ele mora no Maranhão, em Imperatriz, com minha irmã, e é o cachorro de estimação do meu sobrinho que agora completa um aninho. Uma alegria só, a criança acorda procurando o cachorro, brinca, aperta, morde, bate e o cachorro leal, agora o menino aprendeu a jogar a bolinha e o Galeano fielmente brinca e pega!
Galeano deixou saudades no DF, amigos de faculdade, Felix, Mizue sempre perguntam por ele, lembram-se da danura dele… acredite levar Galeano para passear no parque era difícil. Hoje aos finais de semana, Galeano é levado para um sítio pequenino da família, onde ele adora correr, desbravar os pastos, provocar os outros animais, e afirmo, não tem na região um cachorro que corra como ele!
Uma bela amizade, de um LEAL animal de estimação,
=)
Galeano começou bem pelo nome.. depois pela raça.. e por fim pelos donos..
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